quinta-feira, 7 de julho de 2011

Programação Seminário de Políticas de Creche

Querid@s Militant@s do Bem,  






Após muito trabalho e dedicação, é com muita satisfação que convidamos todas vocês a participar do Seminário de Políticas de Creche na Cidade de Salvador.  Será um prazer poder compartilhar problemas, idéias e soluções para melhorar a vida de mulheres e crianças da periferia. 

# Programação #


Data:  22 de julho e 13 de agosto de 2011
Horário: 8h as 17h
Local: Faculdade Dom Pedro II

Sexta-feira - 22 de julho de 2011


8h as 8h30 Café da manha
8h as 9h30 Credenciamento e entrega das pastas.


9h30  as 10h45  -  Mesa de  Abertura
  • Representante da Rede Mulheres pelo Fortalecimento do Controle Social.
  • Representante do Movimento de Mulheres
  • Presidenta do CMM
  • Superintendente de Políticas para mulheres de Salvador
  • Representante da Secretaria de  Educação do Município


10h45  as 12h Diálogo entre a mesa e a Plenária.


12h as 13: 30h Almoço


13h30 as 14h30 Diagnóstico quantitativo e qualitativo das creches públicas e comunitárias de Salvador
  •      Demanda de usuários de creches
  •      Estrutura física e recursos materiais das creches
  •      Demanda de diretores, professores e funcionários


14h30  as 15h30    O Papel Social das Creches Comunitárias
                            Financiamento Público das Creches Comunitárias


15h30 as 17h  Discussão dos dados e levantamento de problemas em pequenos grupos e apresentação na plenária .


Encerramento

Sexta feira – 13  de agosto  de 2011

8h as 8h30 Café da manha


8h30  as 10h  Uma abordagem sobre os Princípios e Praticas Pedagógicas nas Creches.
  •       Qualificação Profissional dos Professores
  •       Metodologia  Pedagógica e Diversidade na Creche
  •       Participação da Família: O papel de mães e pais na educação infantil
10h as 11h Financiamento da Educação Infantil
  •      Fundeb - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação
  •      Proinfância - Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil

11h as 12h Diálogo entre a mesa e a Plenária

12h as 13h30 Almoço  

13h30 as 16h Discussão dos dados e levantamento de problemas em pequenos grupos e apresentação na plenária

16h as 17h   Intervenções da plenária e propostas para serem integradas ao documento final do Seminário

Encerramento

sexta-feira, 1 de julho de 2011

SALVE, SALVE O DOIS DE JULHO!! 


Mais um ano em que comemoramos o 2 de julho, data que sem dúvida alguma é um marco na história de luta da nossa gente.

A Cabloca, o Cabloco, os verdadeiros brasileiros, Maria Felipa, mulher negra de beleza e coragem, heróis e heroínas da luta pela Independência da Bahia,  personagens que fizeram daquele momento um ato histórico. Nós mulheres negras e de periferia precisamos fazer um elo de ligação entre o objetivo daquela luta que teve a participação ativa das mulheres e o atual quadro em que vivemos.

Qual a autonomia que temos? Qual a verdadeira independencia que foi construída? Qual o compromisso das diversas esferas do governo com a luta das mulheres, por uma vida livre das diversas formas de violência física, social, econômica e política?

Temos sim que participar das homenagens aos nossos heróis e heroínas, porém não podemos esquecer que os índices de violência contra nós mulheres da periferia continuam altos, somos nós que mais morremos vítimas da violência doméstica, dos abortos ilegais, da falta de assistência no pré-natal e no parto. 

São nossos filhos que ficam órfãos, quando a falta de investimento público nega a proteção e a assistência garantida na Constituição; são nossos filhos que continuam a ser protagonistas de uma educação de baixa qualidade; são nossas crianças que tornam-se adultos precocemente, pois tem a sua infância usurpada por uma gestão social superficial onde muitos prometem e poucos levam a sério a equidade social.

Queremos aqui relembrar as CARETAS DO MINGAU, história das mulheres saubarenses que utilizaram sua criatividade e inteligência, durante a luta pela independência da Bahia para contribuir no enfrentamento aos portugueses. Durante as guerrilhas da independência as mulheres fingiam-se de assombrações e saíam em grupo pelas madrugadas fazendo muito barulho e apavorando os portugueses. No caminho deixavam alimentos em locais previamente combinados, para alimentar seus maridos, filhos e pais, retornando à vila antes do amanhecer. Elas foram vitoriosas, e de lá prá cá a luta continua incessante, não mais contra os portugueses, mas contra a desigualdade e a falta de seriedade nas questões que nos aflige. 

A ESTRATÉGIA DO MINGAU, utilizada por aquelas mulheres pode ser vista hoje em várias ações de nós mulheres negras e de periferia, para criar, alimentar educar nossos filhos e filhas praticamente sozinhas. Na maioria das vezes ficamos a margem das discussões comunitárias, sociais e políticas, acreditando que atribuindo à alguém o direito de nos representar nos espaços de discussão irá nos trazer melhores condições de vida. Grande engano nosso! 

A maioria dos nossos representantes esquecem facilmente os problemas da periferia e voltam-se para as articulações que tem como objetivo principal mantê-los no poder. Cabe a nós reverter esta situação e exigir que a democracia representativa, respeite o espaço da democracia participativa. Temos que  monitorar e acompanhar a definição e implementação das políticas públicas, este é um desafio que precisamos enfrentar se quisermos ser vitoriosas como foram as diversas mulheres da nossa história de luta.

 Dentre muitas lutas queremos neste momento destacar uma delas, a luta para que todas as nossas crianças tenham o seu direito a um desenvolvimento pleno devidamente respeitado. A existência de creches é o ponto inicial para a verdadeira igualdade e justiça. Temos creches para todas as nossas crianças? Se não, queremos saber por que não temos?

Somos todas parte da nossa luta e da nossa vitória! 
Junte-se a nós e participe! 


Inscrições no Seminario de Políticas de Creche
E-mail: rededemulheresdabahia@gmail.com

PELO FORTALECIMENTO DO CONTROLE SOCIAL E NO ACOMPANHAMENTO DAS POLITICAS PUBLICAS.

ODARA LIMAGOJE
     

segunda-feira, 6 de junho de 2011

As Mulheres e as Políticas Públicas

Prezad@s Amig@s e Companheir@s,

A situação de pobreza e de doença em que vivem muitas mulheres do nosso país, principalmente as mulheres negras e de periferia, é muito grave e contribui para a saúde social de tod@s nós. Cada um de nós somos de alguma forma responsáveis por esta situação. A única forma de transformar esta realidade é através da participação de tod@s. Podemos sim junt@s lutar pela igualdade de direitos e justiça social. 

A Rede de Mulheres está organizando Seminários e Encontros com o objetivo de fazer a diferença na vida de muitas mulheres! Junte-se ao movimento de mulheres do seu bairro ou da sua cidade. Reflita, participe e contribua da forma que puder para mudar esta realidade.

Leia um relato da situação da mulher no Brasil e no mundo e as políticas públicas! Vamos refletir, participar e contribuir da forma que pudermos para mudar esta realidade.

Axé a tod@s!!  

As Mulheres e as Políticas Públicas

A história da humanidade é marcada pela eliminação simbólica e/ou física do outro. Os processos de negação do “outro” na maioria das vezes ocorrem no plano das representações e do imaginário social, uma dessas representações no imaginário social, está a suposta inferiorização feminina diante da suposta superioridade masculina.

Infelizmente, ainda impera em nossa sociedade a feminização da pobreza, as mulheres representam cerca de 70% da população pobre do mundo e se ocupam das chamadas profissões precárias, são elas também que possuem maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Muitas mulheres têm o direito à saúde negado ou violado, seja pelas dificuldades de acesso a esses serviços, ou a baixa qualidade de atenção que lhes é oferecida, como por  exemplo, o diagnóstico tardio, e o tratamento inexistente ou inadequado.

No Brasil independente da região onde se vive o risco de morte por homicídios é maior na população negra; o risco de uma mulher grávida morrer em conseqüências de causas maternas é de 2,5 a 8 vezes maior se comparado aos riscos apresentados por um país rico/desenvolvido. No Brasil, o perfil das mulheres que são acometidas pela morte materna, são jovens negras, com pouca escolaridade, oriundas de bairros periféricos. 

Segundo dados da Vigilância Epidemiológica, morreram em Salvador em 2009, 802 mulheres, sendo que os bairros de Cajazeiras, Distrito Cabula /Beiru, Liberdade Periperi, apresentaram os maiores índices de óbito. As mulheres também estão mais vulneráveis a violência; apesar dos mecanismos e leis criados no combate a violência contra a mulher, o enfrentamento a esta violência é ainda incipiente e muito se tem a fazer, pois segundo dados colhidos em fevereiro de 2011; 7,2 milhões de mulheres foram espancadas e a cada 2 minutos 5 mulheres sofrem esse mesmo tipo de violência.

Apesar do aumento da participação da mulher no mercado de trabalho nos últimos 10 anos, elas continuam ganhando em média menos 30% que os homens, é importante ressaltar que atualmente 79% das mulheres no Brasil sustentam suas famílias, na Bahia esses lares chegam a mais de 60%.

Ainda nos falta falar da discriminação espacial que afeta diretamente a mulher e sua família, e resulta na má qualidade de vida das mais pobres, estas mulheres convivem com uma total falta de estrutura (locais de difícil acesso, transporte precário, saneamento deficiente, falta de escolas e creches etc.). Segundo dados de estudos recentes, mais de 70% dos jovens que cumprem pena em casas de acolhimento, estão envolvidos com o consumo e/ou distribuição de drogas e bebidas alcoólicas. As drogas e o álcool são responsáveis pela desagregação e morte dos jovens, em sua maioria negra e tem forte impacto na evasão escolar.

A falta de políticas públicas para melhorar a qualidade de vida dessas mulheres e sua família, ou a falta de implantação das políticas públicas já definidas é a razão de uma luta sem trégua que os movimentos de mulheres travam em todo país.

Janete Suzart- Historiadora, militante, coordenadora da executiva estadual e nacional do Fórum Nacional de Mulheres Negras.

Bibliografia: VIEP/ Salvador - 2009

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Participação da Rede de Mulheres na reunião da Rede Estadual de Atenção à Mulher


Prezad@s amig@s e companheir@s,

No dia 05/05/2011 na DEAM Periperi, em mais um momento de exercício da nossa cidadania e monitoramento das políticas públicas para mulheres negras e de periferia,  discutimos junto com a Rede Estadual de Atenção à Mulher a situação atual do eixo 1 e do eixo 4 do Plano Estadual de Políticas para Mulheres, que orientam ações na área de Autonomia Econômica e Igualdade no Mundo do Trabalho com Inclusão Social e de Enfrentamento a Todas as Formas de Violência Contra a Mulher, respectivamente.

Após longa discussão sobre estes dois eixos chegamos ao seguinte diagnóstico:

1o. Os Equipamentos de Proteção à Mulher principalmente aqueles localizados nas periferias sofrem de um sucateamento crônico pois  não possuem os recursos humanos e materiais, e a humanizacão e qualificacão necessárias para atender mulheres vítimas de violência e fazer valer a Lei Maria da Penha, com apenas alguns casos de comprometimento e sucesso na aplicação da lei. Em muitos casos a atuação da Polícia e do Governo é lenta, discriminatória e ineficaz, com muitas mulheres sendo assassinadas mesmo após a denúncia formal de seus agressores.

2o A violência contra a mulher negra e da periferia não é tratada como prioridade no governo atual.  Uma mulher de classe alta recebe um tratamento diferenciado, assim como, tem recursos pessoais e financeiros que permite  com que a mesma vivencie a situação de violência com mais segurança. É necessário se ter um olhar diferenciado para as particularidades do enfrentamento da violência sofrida pela mulher negra e da periferia.

3o.  As ações do Eixo 1 de fomento a Autonomia Econômica da Mulher tem um papel muito importante no empoderamento econômico da mulher negra e da periferia. Esta é uma ferramenta crucial para o bem-estar psicológico, físico e econômico de nós mulheres negras e da periferia, na medida em que nos dá a oportunidade de enfrentar a violência com mais dignidade.  Projetos de fomento a Autonomia Econômica  já vem sido desenvolvidos nas comunidades porém, precisam ser expandidos e realmente atender as demandas e necessidades das mulheres negras e da periferia. Para discurtir e avaliar melhor as necessidades e demandas das mulheres, assim como, os projetos que necessitam ser melhorados, expandidos ou criados. Baseadas nestas necessidades a SETRE e a REDE DE MULHERES firmam um compromisso de organizar um SEMINÁRIO sobre Autonomia Econômica e Igualdade no Mundo do Trabalho em 2012.

4o.  Muitas mulheres vítimas de violência vivem constantemente sob a ameaça de morte e com medo de denunciar seu agressor por não ter como sustentar a si própria e a seus filhos economicamente, e pela existência da impunidade e consequente possibilidade de retaliação do agressor. As mulheres que sofrem violência precisam de um trabalho de conscientização, para não aceitar a violência por medo ou por causas religiosas. Existe também a necessidade de sensibilizar toda a comunidade a não aceitar passivamente a violência contra a mulher e a não replicar esta violência, como vem acontecendo com filhos de pais agressores.

5o. Para que isto ocorra é preciso que a sociedade dê este suporte a nós mulheres, e e imprescindível que os equipamentos de proteção a mulher estejam funcionando de forma eficiente. O efetivo funcionamento  destes equipamentos de proteção é crucial para que mulheres vítimas da violência tenham mais credibilidade e confiança de que sua queixa será prontamente atendida, de que ela estará amparada e protegida e seu agressor não ficará impune.

A Rede de Mulheres estará reunida amanhã no dia 21/05 às 9 horas no CDCN para planejar as suas próximas ações! Fiquem ligados e participem!

Link: II Plano Estadual de Políticas para Mulheres

Axé a tod@s!!! 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vamos comemorar!! Posse da Secretária de Políticas para Mulheres/BA!!

A Rede de Mulheres pelo Controle Social das Políticas Públicas gostaria de dar Boas Vindas a Secretária da Secretaria de Políticas para Mulheres da Bahia., Sra. Vera Lúcia Barbosa.

A criação da Secretaria de Políticas para Mulheres foi uma importante iniciativa do atual governo e esperamos que juntamente com a SPM/BA, possamos contribuir para um futuro com dignidade, segurança, sonhos e oportunidades para as mulheres negras e da periferia de Salvador.

Que todos os Deuses abençoem esta gestão!

Oxalá!!!

domingo, 8 de maio de 2011

FELIZ DIA DAS MÃES!

FELIZ DIA DAS MÃES!

A todas as mães guerreiras que lutam pela sua sobrevivênvia e pela sobrevivência dos seus filhos. A todas vocês um futuro de felicidade, de amor, de força, de alegria, de dignidade e união!

Vocês são EXTRAORDINÁRIAS e nós TE AMAMOS!



Prezad@s Companhei@s,


Neste dia muito especial na vida de todos nós, afinal se não fosse nossas mães nem existiríamos, a Rede de Mulheres gostaria de compartilhar com vocês uma ótima notícia. Nós mulheres negras e da periferia de Salvador, já iniciamos o planejamento e a organização de um Seminário para discutir Políticas de Creche na cidade de Salvador. Este Seminario é resultado da Audiência Pública: Políticas Públicas para Mulheres: Que lugar ocupamos? convocada pela Rede de Mulheres da Bahia e realizada no dia 13/04/2011 na Câmara Municipal de Salvador. A Rede de Mulheres reuniu-se com o Conselho Municipal de Direitos da Mulher e a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, na sexta-feira dia 29/04/2011 para discutir a organização do Seminário.


A discussão sobre creches foi um dos temas mais levantados na Audiência pelas lideranças comunitárias e representantes da Rede de Mulheres devido ao seu papel de agente facilitador do empoderamento pessoal, educacional e econômico de mulheres negras e da periferia. Segundo relato das mulheres há uma carência na estrutura física, na qualificação de profissionais de creches e na acessibilidade às creches, além disso, as creches existentes não atendem às demandas de mulheres negras e da periferia. Dentre as principais demandas levantadas estão: a nao existência de creches noturnas, a má qualidade da metodologia pedagógica, a importância do papel social das creches comunitárias e a falta de participação dos homens na discussão sócio-política sobre creches.

O objetivo da Rede de Mulheres ao propor este Seminário é realizar o monitoramento social do andamento e implantação das creches comunitárias e públicas na cidade de Salvador e promover um diálogo com o movimento de mulheres, as lideranças comunitárias, as profissionais de creches, os conselhos municipais e os gestores públicos municipais para avaliar, discutir e propor diretrizes sobre as Políticas de Creches que atendam às demandas da mulheres e crianças das comunidades periféricas de Salvador.


Fiquem ligad@s para mais informações sobre data, local e programação do Seminário!


Participe e faça a sua contribuição para a realização deste Seminário! As mães da perifeia de Salvador agradecem!


Gostaríamos de homenagear às mulheres grávidas que já são mães pela dedicação, amor e carinho que nutrem pela sua filha ou filho ainda dentro do seu ventre.

Na cidade onde a mortalidade marterna é um caso sério de saúde pública, principalmente na população negra, desejamos que todas possam ter uma boa gestação e um parto seguro!


Um grande abraço a todas as MÃES!!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Participação Política e Controle Social: Mulheres da Rede reunem-se com a Rede Estadual de Atenção à Mulher

Prezad@s Companheir@s,


Representantes da Rede de Mulheres da Bahia para o Controle Social participará de reunião da Rede Estadual de Atenção à Mulher a ser realizada na DEAM Periperi nesta quinta-feira dia 05/05/2011 às 9 horas. A Rede de Mulheres da Bahia pretende discutir as principais ações que tem sido executadas pela Rede Estadual de Atenção a Mulher, assim como, levantar necessidades e demandas de nós mulheres negras e da periferia de Salvador.  




A necessidade desta discussão foi diagnosticada pela Rede de Mulheres durante oficinas sobre Políticas Públicas e Controle Social realizadas em 7 comunidades da periferia de Salvador.  Entre os diversos assuntos que serão discutidos estão: o funcionamento das ferramentas de proteção à mulher como a DEAM, autonomia e renda da mulher negra e de periferia e a saúde da mulher negra.


Estamos fortes e unidas exercendo nossa CIDADANIA & PODER PÚBLICO! 


Junte-se a nós nesta construção!! 


Um forte abraço a tod@s!! 

sábado, 16 de abril de 2011

Aula de Cidadania: Mulheres da Rede revolucionam na Câmara Municipal

Prezad@s Companehir@s,

A Rede de Mulheres da Bahia pelo Controle Social e o Fórum Nacional de Mulheres Negras realizou no Centro Cultural da Câmara Municipal, no ultimo dia 13 de abril,  Audiência Pública para discutir Políticas Públicas para as Mulheres. Ficamos  muito orgulhosas e felizes pelo nosso trabalho, esta Audiência foi uma das primeiras a ser convocada pelo movimento social na nossa capital. Nós mulheres que compomos a Rede,  trabalharemos para que este momento seja o primeiro de muitos outros e para que através dele possamos exercer a nossa cidadania e ocupar nosso espaço na sociedade.






Participaram  da audiência  mulheres das comunidades do Lobato, Plataforma, Paripe, Periperi, Valéria,  Sussuarana, Cajazeiras, Fazenda Grande, Simões Fillho, Calafat, Calabar e Centro Histórico que através da nossas companheiras Marilene, Rosângela, Ana Alice e Rose trouxeram temas de muita importância para a discussão, expressando as nossas demandas e exigindo nossos direitos com firmeza e consciência política.


Como resultado da nossa Audiência a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher através de suas representantes Eliane Boa Morte e Célia Sacramento ficaram responsáveis por articular em parceria  com a Rede de Mulheres da Bahia, um seminário para discutir Políticas de Creches em Salvador,  contamos com o apoio da Superintendência de Políticas para Mulheres da SEPROMI representada por Valdecir  Nascimento.

Esta discussão de Políticas de Creche é um passo importante e necessário para a concretização da Autonomia Econômica de muitas mulheres negras e da periferia e é por unanimidade uma questão básica para o nosso empoderamento. A Política de Creches foi um dos principais temas  identificados em nossas oficinas como facilitador da autonomia de mulheres negras e de periferia, alguns pontos foram enfatizados, tais como: creches noturnas, a infra-estrutura e qualidade do ensino e a participação dos homens na discussão sócio-política sobre creches e a educação infantil.


A Mesa da Audiência foi composta pelas  seguintes representantes de órgãos da sociedade civil e do governo:
: 
Célia Sacramento
Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher

Valdecir  Nascimento
Superintendente de Políticas para as Mulheres da SEPROMI

Eliane Boa Morte
Gerente de Políticas Temáticas da SPM

Firmiane Venâncio
Defensora Pública da Defensoria Pública

Olivia Santana
Vereadora da Cãmara Municipal

A Rede de Mulheres é formada por mulheres das seguintes instituições da sociedade civil:
Associação Comunitária Felicidade
Associação Renascer Mulher
Creche Zélia Ribeiro
Espaço Quilombo
Fórum Nacional de Mulheres Negras
Fórum de Entidades do Subúrbio
Ginga Movimento de Mulheres do Subúrbio
GRUCON Grupo de União e Consciência Negra 
Instituto Mercado Solidário Bahiano
Fórum de Participação Popular de Plataforma

Gostaríamos de agradecer à CESE, Central Ecumênica de Serviço , que apoiou a realização desta Audiência. 


Fiquem ligad@s e faç@m parte desta revolução!

Estamos só começando!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Junte-se ao Movimento da Rede de Mulheres!!

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, 
nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons”
Martin Luther King

Durante oficina de preparação para a Audiência Pública, onde discutimos Políticas Públicas e Controle Social a nossa companheira Valda França deixa claro o objetivo da Rede de Mulheres em seu discurso. Não conseguiremos uma mudança efetiva se andarmos sós, precisamos nos unir e cobrar pelos nossos direitos! 
 
 "Quando agente toma uma atitude e 
corre atrás o benefício virá, não tenha dúvida!"
Valda França
 

Audiência Pública: 
Políticas Públicas para as Mulheres: Que lugar ocupamos? 
Data: 13/04/2011 Quarta feira ás 18h
Local : Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador





sábado, 9 de abril de 2011

Resultado das Oficinas da Rede de Mulheres da Bahia e do Fórum Nacional de Mulheres Negras em Salvador!

Saudações Querid@s Companheir@s, 

Estamos vibrando com muita energia e com a esperança de mudança para nossas vidas. Tivemos a oportunidade de discutir de forma muito enriquecedora e democrática vários temas que norteiam o Plano Estadual de Políticas para Mulheres, desde a autonomia econômica ao investimento na educação inclusiva.

Nós realizamos 7 oficinas preparatórias para a Audiência Pública: Políticas Públicas para Mulheres: Que lugar Ocupamos? a ser realizada no dia 13/04 as 18h no Centro Cultural da Cãmara Municipal.


1.Escada/Subúrbio Ferroviário
2. Barroquinha
3. Sussuarara
4. Fazenda Grande
5. Massaranduba
6. Calabar
7. Cajazeiras

Temos certeza que plantamos a semente da cidadania e da união!

Convidamos a todas as mulheres e homens comprometidos com a causa da mulher negra e da periferia a comparecer a esta Audiência! 

Unid@s somos fortes, unid@s temos o PODER!

 Oficina Fazenda Grande
Principais Demandas: 
- Saúde
- Segurança
- Violência contra a Mulher
- Autonomia e Renda
 Oficina Escada/Subúrvio Ferroviário
Principais Demandas:
- Autonomia e Renda
- Creches
- Educação Pública
- Violência contra a Mulher 
- Segurança 
 Oficina Sussuarana
Principais Demandas:
- Saúde
- Autonomia e Renda
- Creches
- Segurança
- Educação de jovens
Oficina Barroquinha
Principais Demandas:
-  Emprego e Renda
- Creche
- Segurança
- Violência Doméstica

terça-feira, 29 de março de 2011

Mulher...Será que é homem? Talvez.....Só não duvido do seu PODER!

Querid@s amig@s e companheir@s,

Amanhã estaremos reunidas com a Comissão de Mulheres da Câmara Municipal para discutir a AUDIÊNCIA PÙBLICA: Políticas Públicas para as Mulheres: Que lugar ocupamos na sociedade?

Mulher


Será que é homem?
Talvez... pode ser...
O que não duvido
É do seu poder.
Porém, se não for,
Algo vai mudar.
A mente de todos
Vai-se transformar.
       Roberto Delanne

quarta-feira, 23 de março de 2011

AUDIÊNCIA PÚBLICA: Nós mulheres negras e de periferia queremos ocupar o nosso lugar na sociedade.


Prezad@s Companheir@s,


Como resultado de um trabalho feito com união e seriedade, A Rede de Mulheres da Bahia para Controle Social das Políticas Públicas agendou a Audiência Pública: Políticas Públicas para as Mulheres: Que lugar ocupamos na sociedade? com o objetivo de discutir a implementação de políticas públicas para mulheres negras e da periferia.


Como preparação para esta Audiência e com o objetivo de identificar demandas e uniformizar nossos conhecimentos sobre Políticas Públicas e Controle Social realizaremos oficinas preparatórias para a capacitação de mulheres nas comunidades periféricas de Salvador.
 
Nestas oficinas realizaremos dinâmicas para:

1. o levantamento de demandas e necessidades das mulheres e jovens
negras e da periferia;

2. a sensibilização para a necessidade de um comprometimento das
mesmas com a união do movimento de mulheres e com o exercício da
cidadania e do controle social;

3. a facilitação de conceitos sobre:
   a. Políticas Públicas e o Processo Democrático
   b. O controle social e as representações nos espaços de poder

As oficinas confirmadas são:

1. Subúrbio Ferroviário                                                                2. Calabar
Data: 28/03                                                                                     Data: 30/03
Horário: 14h                                                                                    Horário: 10h
Local: Sofia - Centro de Estudos Plataforma (Escada)                      Local a confirmar

3. Centro Histórico                                                                       4. Sussuarana
Data: 02/04                                                                                     Data: 02/04
Horário: 9h                                                                                      Horário: 14h
Local: Escola do Olodum                                                                 Local a confirmar

5. Kalafat 
Data: 09/04
Horário: 14h
Local a confirmar



A realização desta Audiência é um importante passo para uma política pública que realmente alcance as mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade social e a mercê da violência, da doença e da pobreza nas periferias de Salvador. A participação e o compromisso de tod@s é um precedente para a identificação de necessidades coletivas, o planejamento de resoluções e alocação de recursos para execução destas resoluções.

Na força da nossa união e do nosso desejo, temos o poder de influenciar estas resoluções, transformar a nossa realidade e mudar o destino de muitas crianças, jovens, mulheres e homens! Podemos ser 15, 25 ou 35  mulheres nesta Audiência exigindo nosso lugar de autonomia, dignidade e prosperidade, mas queremos e vamos ser mais de 150! Como diz o ditado “A união faz a força” e unidas podemos tudo, só depende de nós!

Divulguem nossa agenda, junte-se a nós e mobilizem mais mulheres para participar das oficinas.


Para confirmação do local e horário das oficinas em cada comunidade entre em contato pelo e-mail:
grupo-da-rede-de-mulheres@googlegroups.com

terça-feira, 15 de março de 2011

"Miséria tem COR e GÊNERO": Palavras da Ministra de Políticas para as Mulheres

A pobreza e a miséria é negra e feminina. Até quando?!?!?

A Ministra de Políticas para as Mulheres Iriny Lopes resume de forma bem clara a necessidade urgente do governo e sociedade civil em investir esforços para a implementação e monitoramento de políticas públicas para as mulheres e principalmente as mulheres negras e de periferia, ou de favelas.

Confira no texto abaixo!

Fonte: http://www.sepm.gov.br/ministro/artigos


Miséria e desigualdade de gênero
Correio Braziliense - 08/03/2011

As desigualdades de gênero, a despeito dos avanços dos últimos anos, ainda estão presentes e se colocam como desafio e motivação na elaboração de políticas públicas. A miséria que atinge 8,9 milhões de pessoas é formada, em sua maioria, por mulheres negras e seus filhos e filhas. A alteração desse quadro não se dá por decreto. O Estado cumpre sua função, quando estabelece políticas públicas em todas as áreas e trabalha com a institucionalização da transversalidade de gênero, raça, etnia e as distintas formas de discriminação na sua ação de governo. Para além das políticas públicas, é preciso mudar uma cultura que tradicionalmente coloca a mulher em posição de submissão aos homens.

Enfrentar a desigualdade de gênero passa por erradicar a pobreza e a miséria, objeto central do governo da presidenta Dilma. Com isso, está colocado para a SPM a tarefa estratégica de intensificar e ampliar a cobertura das suas ações e a articulação com todos os entes federados e a sociedade, na perspectiva de contemplar as mulheres nas políticas públicas, especialmente na promoção de sua autonomia econômica e política.

Isso demanda não só uma ação de Estado, mas requer também um processo de diálogo e sensibilização de todas as esferas de governo para dar concretude às políticas para as mulheres e que signifique uma mudança não só da “situação de pobreza”, mas, também, uma mudança cultural, de valores na perspectiva de uma sociedade com igualdade e sem discriminação, reconhecendo as mulheres como protagonistas dessa construção e não como parte submissa dela.

A Secretaria de Políticas para as mulheres traçou eixos prioritários para atuar nas frentes de erradicação da pobreza e miséria, com ênfase na promoção da autonomia econômica e política, como a ampliação do acesso ao mercado de trabalho, com capacitação e formação profissional; a formalização do trabalho, especialmente o das empregadas domésticas; a criação de linhas de créditos específicas e o incentivo a cooperativas, associações, pequenas e microempresas de mulheres; o aumento da estrutura social de apoio às mulheres para que possam permanecer no mercado de trabalho, especialmente em regiões com concentração de população vulnerável.

O governo federal estabeleceu ser necessário criar e reformar 6 mil creches, sendo 2.100 somente neste ano, selecionando os locais mais carentes. mulheres sem retaguarda acabam recorrendo a empregos informais ou menos valorizados.

Na saúde, a meta é de reformulação do Programa de Saúde da mulher (Paism), ampliação expressiva de diagnóstico e tratamento do câncer de mama e de colo uterino, além da redução da mortalidade maternoinfantil.
 
Outra frente que não terá trégua é o enfrentamento à violência contra as mulheres e, nesse sentido, a defesa da Lei Maria da Penha é fundamental, pois é um instrumento reconhecido internacionalmente como eficaz para erradicar a violência doméstica.

O Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, publicado em 2008 pelo Ipea, joga luz sobre vários aspectos, dentre eles a expectativa de vida: em 2006, enquanto 9,3% das mulheres negras tinham 60 anos ou mais de idade, entre as brancas essa proporção era de 12,5%. Nos homens, os percentuais vão de 7,8% (negros) e 10,6% (brancos). A avaliação do instituto foi de que “essa constitui, portanto, uma das mais perversas facetas das desigualdades raciais existentes em nosso país, pois as únicas justificativas para essas diferenças residem nas piores condições de vida a que negros e negras são submetidos”.

Embora o Brasil tenha avançado neste aspecto, reduzindo em 16% a população de favelas (dados da ONU, divulgado em 2010), sabemos que a maioria é formada por negros e negras, e que são as mulheres que chefiam boa parcela desses domicílios.

Portanto, miséria tem cor e gênero, atingindo mais a população negra e prioritariamente as mulheres. Dessa forma, erradicar a miséria no Brasil significa, necessariamente, acabar com a diferença entre homens e mulheres. O primeiro passo dado pelo governo foi o reajuste de 45% no Bolsa Família de beneficiários com filhos até 15 anos (o aumento médio ficou em 19,4%). Vale lembrar que 93% dos usuários do cartão Bolsa Família são mulheres.

Finalmente, a presença igualitária das mulheres nos espaços de poder é um pressuposto para a democracia. Mesmo sendo quase 52% da população, a representatividade nos Executivos e nos Legislativos não ultrapassa os 10% e no Judiciário bate 15%. As mulheres estão mudando a sua história, e levarão o país a mudar com elas.

Iriny Lopes
Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres


domingo, 13 de março de 2011

Pobreza e violência: A Rede de Mulheres identificou 4 passos para combatê-las. Queremos saber os seus!!

Querid@s companheir@s,

Nós mulheres da Rede de Mulheres para o Controle Social das Políticas Públicas,  nos reunimos para discutir os passos estratégicos para o monitoramento das políticas públicas em benefício das mulheres negras e da periferia do estado da Bahia.

Nós tivemos uma conversa franca e honesta sobre o propósito do nosso movimento. Discutimos qual seria o papel de mais uma Rede que se forma para discutir os problemas que afetam as mulheres negras e da periferia e de como poderíamos contribuir para uma mudança real.

Algumas de nós, já há algum tempo nesta militância, sentimos que avançamos muito na elaboração dos planos e políticas públicas, porém estamos muito aquém de realmente executar o que se está no papel, sentimos que estamos paradas, pois, após tantos anos de discussões, seminários, congressos e documentos, ainda não vivenciamos uma mudança real na vida das mulheres pobres de periferia que realmente necessitam de uma política social efetiva.

Após um longo diálogo sobre o que já foi feito e o que se precisa fazer, conseguimos identificar quatro passos que achamos são cruciais para a real implementação das políticas públicas existentes:  

1. Precisamos aceitar a importância da política em nossas vidas, exercer a nossa cidadania e reconhecer todo o poder político de uma sociedade unida em prol do coletivo.  

2. Precisamos participar e monitorar o trabalho dos nossos representantes, afinal, somos nós as maiores interessadas em saber como e de que forma os funcionários eleitos por nós, para governar nosso país estão gerenciando nosso dinheiro e nossas riquezas.

3. Precisamos comunicar, claramente e constantemente, aos nossos representantes as nossas necessidades e demandas, afinal, foi para atender às nossas necessidades que eles foram eleitos.

4. Precisamos de união para que possamos em uma só voz ecoar a voz firme e confiante da cidadania feminina e negra.

As palavras nunca conseguirão expressar e representar o poder de um povo unido em favor de uma causa comum. Certa vez um grande ativista negro fez o seguinte comentário “o poder de um povo unido tem um efeito maior do que o de uma bomba atômica”.  Nesta ocasião a bomba atômica a qual Dr. Carlos Moore se referia era a união do povo excluído, em favelas e periferias, da participação social e política do Brasil. 

Daí vem a pergunta– Como nos unir de verdade embora já estejamos juntos em um mesmo movimento a favor de melhores condições de vida de um todo coletivo de pessoas que vivem em favelas e nas periferias?

Será que nós ,povos colonizados de forma separatista herdamos algum tipo de desunião cultural?

Esta pode ser a opinião de algumas pessoas, mas o fato é que há muito não somos povos colonizados e há muito tempo já falamos a mesma língua. Já avançamos muito e precisamos superar qualquer diferença em prol do bem estar comum do nosso povo.

A Rede é de todas nós, somos todas gerentes deste movimento, sugiram mudanças, participem do nosso blog, comuniquem a existência de outras Redes e movimentos, critiquem construtivamente, tragam as suas idéias e inquietações e juntem-se a nós.

Esta é mais uma oportunidade, das que já tivemos e de muitas que certamente virão, de mostrar que estamos ativas, atuantes, unidas e articuladas! 

Um grande abraço a tod@s e uma ótima semana!! 

terça-feira, 8 de março de 2011

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER !


A todas as mulheres amorosas, atuantes, brilhantes, honestas, deslumbrantes e articuladoras um dia muito especial!

Que neste ano e nos muitos anos que virão, nós mulheres alcancemos uma vida com mais dignidade, educação, saúde, união e sucesso.

No mesmo ano que elegemos uma mulher como presidenta, o Dia Internacional da Mulher cai na data mais festiva do ano, O Carnaval, para nós mulheres este é um sinal dos deuses e deusas de que neste ano nós mulheres alcançaremos inúmeras conquistas. 


Vamos todos juntos, homens e mulheres, lutar por nossos direitos, ocupar espaços públicos e de poder, influenciar mudanças efetivas, acabar com o machismo, a violência e a discriminação. Somente com a nossa participação e contribuição o nosso Brasil irá tornar-se uma país verdadeiramente democrático e de todas as pessoas, mulheres, homens e crianças.



VIVA A TODAS AS MULHERES BRASILEIRAS E A TODAS AS MULHERES DO MUNDO!!